CHEGAMOS À ISTAMBUL
Depois de 12 horas de voo, cheguei a Istambul. A primeira impressão foi o tamanho do aeroporto: gigantesco. A imigração foi tranquila, as malas chegaram bem e a bicicleta também. Decidi montá-la no saguão do lado externo onde havia 2 bancos e duas lixeiras. Preferi só invés de pegar um táxi até meu hostel.

Foram cerca de 50 quilômetros até Kadıköy - lado leste de Istambul, onde ficarei nos próximos dias. No percurso, comecei a ter minhas primeiras impressões da cidade.
Uma das coisas que já me chamaram minha atenção foram os minaretes, altos e pontiagudos, parecendo enormes lápis apontados para o céu. E logo ouvi o adhan, o chamado para a oração feito pelo muezzin, que ecoa pelas mesquitas.
Também percebi uma diferença cultural em relação ao Marrocos que não exalei em 2025. Aqui, pelo menos no ambiente urbano de Istambul, encontrei mulheres com estilos muito diversos: algumas usando o hijab - véu, outras de cabelos descobertos, tatuadas e com roupas ocidentais. Uma sociedade aparentemente mais plural do que eu havia encontrado no Marrocos.

Cheguei no final da tarde, pelo lado europeu, e encontrei uma Istambul movimentada, com trânsito intenso, buzinas e até algumas discussões no meio da rua. Mas, curiosamente, enquanto pedalava, muitas pessoas buzinavam para mim não como reclamação, mas para cumprimentar. Parei numa borracharia de estrada pra calibrar os pneus da Guerreira e o atendimento foi pra lá de hospitaleiro.
Depois, coloquei a bicicleta em uma balsa e atravessei para Kadıköy, navegando pelo Rio Bósforo que liga o Mar Negro ao Mediterrâneo.
Cansado, com 6 horas na frente do horário de Brasília, meu primeiro dia foi exatamente como eu gosto: chegando a um lugar novo e deixando que as pessoas, os sons e os pequenos acontecimentos do caminho comecem a contar a história.




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