Moju


Emoção e comoção pra sair de Belém. Acordei às 4 h, o Rafael despertou junto comigo. Havia dormido bem, em uma rede bem confortável fornecida pelo simpático host e sua esposa Maiara. O carinho e a dedicação de Rafael durante as poucas horas que passamos juntos foi marcante. Sabe o tipo de pessoa que não sabe o que fazer para eu me sentir melhor? Talvez seja a melhor definição de Rafael e Maiara.

Rafael acompanhou-me até o ponto de encontro definido pelo Walber, ciclista de Belém que me aguardava a meses para a pedalada rumo a Moju. Com ele, Marielza e Joena, outras duas ciclistas que formaram um grupo de pelo menos 15 outros ciclistas, formando um super pelotão para a etapa de 72 km.

Pegamos a primeira balsa às 6 h, que levaria o grupo à Ilha do Arapari. Foi uma hora de travessia em uma balsa lenta e lotada de carros e caminhões.

O pelotão seguiu viagem em uma estrada sem acostamento, esburacados, mas com pouco trânsito. Alcançamos Moju ainda cedo e rumamos para um balneário a 10 km do centro da cidade. Lá, um lindo igarapé formava um lago de águas escuras; esse, dava de frente a um restaurante. Almoçamos por lá, banhei-me no igarapé e partimos em seguida, uma vez que parte do pelotão iria pedalar toda a volta até Belém.

Eu e Walber ficamos em um hotel e rachamos um quarto para passar a noite. Após o banho, fomos até o centro de Moju; uma confusão. A maioria das pessoas não utiliza máscara, mas até entendo, o calor é insuportável nessas bandas. Ciclistas com capacete é coisa raríssimo. Vê-se muitas motos por aqui, às vezes com até três pessoas, transportando cargas e até bebês. Capacete é coisa rara, acredito que também por conta do calor insuportável.

Fim do dia, eu e Walber comemos algo e rumamos de volta ao hotel. Guardamos nossos equipamentos e às 20h30 já estávamos preparados para a noite de sono. Descansar bastante é uma tática para o enfrentamento do calor. Dormi em paz!


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