EP. #29 - Podenzana / Aulla / Sarzana / Marina di Carrara / Marian di Massa / Marina di Pietrasanta


►Não achei que fosse passar tão rápido pela Toscana, entrar na Ligúria e voltar para a Toscana novamente. Foi isso que aconteceu de ontem para hoje. Estou num balneário toscano chamado Marina de Pietrasanta. Sei que você vai me perguntar se isso tem a ver com o Caminho da Via Francigena e vou lhe confessar que não tem, mas estou aqui por um motivo muito especial chamado mar. Tinha que vê-lo, tinha que tocá-lo, tinha que senti-lo, tinha que pisar na areia e sentir o cheiro de maresia.


Não acordei bem hoje, acordei indisposto, indisposição de que eu não sei. Começou com um embrulho total no estômago logo depois do café da manhã. Aliás, esse croissant doce deles já deu pra mim! Mesmo assim, depois de ter chovido durante toda a madrugada e continuar as pancadas na parte da manhã, resolvi partir de Podenzana. Encapei tudo, capa de chuva e pé na estrada. Depois de 5 km rodados veio a dor na lombar, uma dor muito forte e por sorte ela veio num momento que eu já havia rodado mais do que a metade do percurso, ou seja, 30 km.

A primeira cidade que parei para conhecer hoje foi Sarzana, na Ligúria. Vários monumentos históricos e uma cidadela, aquela cidade fortificada que fica dentro da própria cidade. Fiquei uns 40 minutos percorrendo os lados da cidade, deu pra tirar bastante foto e conhecer bem.




A chuva parou e o calor voltou a atacar tão logo deixei Sarzana. Por sorte tive uma rota plana, com variação altimétrica de apenas 144 m, então mesmo com dor, não tive problemas para alcançar as Marinas das cidades de Carrara e Massa. Acabei não passando pelo centro de Carrara e Massa que estavam no roteiro da Via Francigena; preferi pedalar por toda a orla.

A orla é ligada por uma longa ciclovia e por lá cheguei e parei quando vi a primeira oportunidade de entrar na praia.



►Depois parei num restaurante para almoçar faltando 5 km para Marina de Pietrasanta. A essa altura não estava conseguindo mais virar as costas, mas meu mal estar de estômago melhorou depois do almoço. Eu me hidratei bastante, tomei um isotônico e prossegui viagem.

Cheguei ao albergue todo quebrado, por sorte o check-in foi rápido; entrei, tomei um banho e deitei e descansei pelo menos umas duas horas.

Saí mais no fim do dia saí para assistir ao pôr do sol e já estava me sentindo um pouco melhor.


A cidade é muito charmosa e tem muitos restaurantes.


A praia é coberta de guarda-sóis e barracas.


Tem um pier muito grande que avança em direção ao mar a partir da praça central.


À noite fui a missa na Parrocchia Di S. Antonio, rezei e comunguei. Hoje vou dormir cedo para me recuperar pois amanhã pretendo chegar em Lucca.



#itália #viafrancigena #vídeo

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Nestor Freire, ciclista e empreendedor

Engenheiro mecânico formado pela FAAP, ciclista e palestrante, o paulistano Nestor Freire nasce em janeiro de 1967. Desde a infância, a bicicleta sempre esteve presente em sua vida. Continua...

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