EP. #28 - Cassio / Cavazzola / Cantoniera Tugo / Passo della Cisa / Montelungo / Pontremoli / Miglia



►Acima, a minha imagem de hoje assim que acordei. Realmente, o dia amanheceu mais fresco e até garoou um pouquinho a ponto de deixar a estrada molhada. Melhor assim porque ninguém merecia aquele calor de ontem.

Me destino era Aulla, aproximadamente 60 km daqui. Decidi pedalar no máximo essa quilometragem esses dias, as jornadas têm sido duras, a estafa muscular começa a aparecer. A última pausa que tive foi em Grand-Saint-Bernard, seis dias atrás. Eu já havia estudado a rota da Toscana e na verdade esperava essas montanhas, mas não contava que já estaria cansado o suficiente para tal. Enfim, 60 km daqui por diante é razoável até próxima pausa que será nesse sábado.

Saí de Cassio um pouco tarde, hoje, não tive uma boa noite de sono, um pernilongo me atordoou e acabei dormindo tarde. De manhã, aquela preguiça de arrumar as malas, guardar as coisas, etc. Por falar nisso, coisas acabam ficando para trás. Desde Guînes que eu esqueci a minha saboneteira, já foram uma bandana, um shampoo, um protetor solar e mais outras coisas que não lembro. Inconscientemente vamos nos livrando das coisas, não tem jeito, e se a jornada durar muito é capaz de chegarmos no final sem nada.

O dia estava bom para pedalar em termos de temperatura, mas não de altimetria. Como Cassio ficava no final de uma descida, tive a ilusão que a descida continuaria, mas não. A Toscana e a Emília Romana são ligadas por uma cadeia de montanhas, então o sobe e desce de ontem e de hoje seriam inevitáveis.

O ponto mais alto da jornada de hoje seria justamente o Passo della Cisa, que é a fronteira entre a Toscana e a Emília Romana. Quando lá cheguei, ventava muito. Havia uma igreja no topo da montanha e atrás dela um portal que simbolicamente era a entrada oficial da Toscana.




Com uma mata verde musgo muito característica e muito parecida com a Mata Atlântica, a Toscana me fazia lembrar meus tempos de Estrada Real em Minas Gerais em 2013, muitas montanhas, vegetação parecida e um povo adepto a comer bem. Foi quando parei na cidade de Pontremoli para almoçar onde provei o famoso "testalori al pesto", prato típico da culinária toscana - uma especie de panqueca, as vezes mais mole, outras mais dura servidas al pesto.



Saí de Pontremoli destino Aulla, aproximadamente uns 25 km, mas au=ntes passi por Villafranca in Lunigiana, onde havia uma igreja destruída do séc XII euma escultura fazendo referência aos céus.



►Antes de chegar a aula mais uma igreja, já falei como na Itália existem igrejas.


Não havia reservado albergue em Aulla e depois de alcançar a cidade, a novidade, a cidade não tem albergue. A essa altura, já com as pernas moles por conta de quase 1000 m de altimetria de hoje, dei uma olhada no Booking e achei um albergue que estava a 1,8 km da entrada de Aulla. Nada mal se isso fosse verdade, o albergue ficava numa montanha numa vila chamada Podenzana e detalhe, 5 km de onde estava. Embaixo de um calor de 35 graus, sedento por um banho, encarei o desafio. Subi a colina e por aqui me alojei. O albergue tem uma vista maravilhosa de todo o vale, mas valerá muito para o meu descanso para amanhã continuar viagem.

Amanhã, destino será Pietrasanta, quero pedalar pouco, quero me preservar um pouco mais. Boa noite, Brasil!

#aventura #viafrancigena #itália #vídeo

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Nestor Freire, ciclista e empreendedor

Engenheiro mecânico formado pela FAAP, ciclista e palestrante, o paulistano Nestor Freire nasce em janeiro de 1967. Desde a infância, a bicicleta sempre esteve presente em sua vida. Continua...

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