Ena - Um Povoado Perdido



►O bucólico povoado perdido pelo Caminho Catalão, difícil até de se achar no mapa. A ideia era passar por aqui, continuar até Botaya, mas o cansaço não deixou. Bati na porta das casas e ouvi que em Ena não havia restaurantes, nem comida, apenas um albergue para se passar a noite. Essa etapa do meu caminho foi um grande desafio depois de passar pelo Castelo de Loarre, pois peguei uma estrada alternativa entre montanhas e por muito tempo me senti perdido, sem água mas com um fio de esperança de alcançar alguma civilização. Encontrei duas pessoas no caminho da floresta que me propuseram a voltar ao castelo - decidi continuar e depois de passar por uma descida de pedra, cheguei a um campado. Vi setas indicativas de "senderos", fui atrás, me encontrei um pouco mais, mas ainda com um resto de energia, tive que encarar uma subida de pedra empurrando meu equipamento. Cheguei ao topo da montanha e avistei uma cidade. Desci a bicicleta e o equipamento na mão, não havia estrada, só pedras. Por fim cheguei a uma ponte, um lugar lindo em pleno Caminho Aragonês. Com fome e sede fui procurar pelas primeira cidade. Bati numa casa, pedi água e fui orientado a seguir viagem pela carretera, destino Ena.


►Passando pela ponte de pedra com destino a Ena. Depois de controlar os nervos para chegar até aqui, um respiro e uma vontade incrível de continuar.


►E o albergue era assim, limpo e organizado; no livro de presença uma inscrição em catalão em destaque: "Qui té salut i llibertat és ric i no ho sap" - "Quem tem saúde e liberdade é rico e não sabe". Essa mesma frase foi achada por um amigo catalão em outro livro de visita em outro albergue.

#espanha #catedral

Nestor Freire, ciclista e empreendedor

Engenheiro mecânico formado pela FAAP, ciclista e palestrante, o paulistano Nestor Freire nasce em janeiro de 1967. Desde a infância, a bicicleta sempre esteve presente em sua vida. Continua...

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