Dez dicas de segurança para quem anda de bike em Sampa.

Atualizado: Fev 14


Na última quarta-feira, no caderno Mobilidade do Estadão foi publicada uma matéria sobre o aumento das mortes de ciclistas na capital feita cuidadosamente pelos jornalistas Felipe Resk e Marco Antonio Carvalho. Tive a oportunidade de participar falando sobre dicas para bike em cidade grande, que seguem abaixo.



Dez dicas de segurança para quem anda de bike em Sampa.


Aprenda a usar a bicicleta como meio de transporte em São Paulo com as recomendações de Nestor Freire, cicloempresário e idealizador do Projeto Giraventura.

1. Fone de ouvidos? Jamais! – Por mais que você curta escutar músicas e podcasts, o sentido auditivo é fundamental para sua segurança. Deixe para usar o fone de ouvido quando chegar a seu destino final, será mais seguro


2. Nunca é demais lembrar: capacete sempre – Parece redundante, mas no Brasil o capacete ainda não é utilizado como deveria. Não evita grandes acidentes, mas certamente cumprirá seu papel nos pequenos. Utilize-o, buscando sempre informações sobre o fabricante e evitando produtos alternativos.


3. Ciclovias e ciclofaixas estão ali para serem usadas – Há anos cicloativistas lutam para que a cidade tenha uma malha cicloviária digna. Portanto, usufrua das vias dedicadas que foram obtidas depois de muita luta. Você estará garantindo sua segurança e fomentando a mobilidade por bicicleta.


4. Pedestres também precisam de respeito – Exerça seu direito de pedalar, mas também respeite quem apenas caminha. Antecipe possíveis movimentos dos caminhantes e ande pelas vias com velocidade compatível. E lembre-se de que, ao empurrar uma bicicleta, você também se torna um pedestre.


5. Ame ser visto! Visibilidade, no caso das bikes, nunca é demais! -Utilize cores de roupas claras, que chamem a atenção. No mercado, existem muitas opções de coletes refletivos, olhos de gato para aros de roda e, principalmente, equipamentos de sinalização noturna como lanternas e faróis.


6. As regras de trânsito também valem para nós – Quando estamos em cima da bike, também somos considerados veículos. Assim, respeite as regras e sinalize seus movimentos com as mãos, antecedendo suas ações. Ninguém é obrigado a adivinhar para qual lado que você decidiu virar.


7. Cuide da bike com carinho – Faça uma manutenção regular e conheça seu equipamento. Dê atenção especial para pneus, mantendo-os com a calibragem correta e, principalmente, cuide muito bem dos freios. Ambos são partes de uma bicicleta sujeitas a desgaste constante.


8. Planeje o seu percurso com antecedência – Com um bom planejamento de rota, você pode chegar a muitos lugares usando ciclovias e modais diferentes. Atente-se aos horários e faça um bom planejamento, entendendo os desafios do seu percurso.


9. Cautela com o tempo – Quando falamos de São Paulo, pensamos na instabilidade do clima. Na chuva, o piso fica mais escorregadio e a visão, prejudicada. Já sob sol forte, você pode se desidratar. Evite pedalar debaixo de chuva forte, passe protetor em dias ensolarados e sempre carregue uma garrafa d’água consigo.


10. Estacionamento e segurança para a magrela – Chegando a seu destino final, fatalmente você precisará de algum lugar seguro para estacionar a bike. Dê preferência a estacionamentos conveniados, mas, na falta deles, muna-se de pelo menos duas trancas, privilegie lugares claros, com grande fluxo de pessoas e que permitam guardar a bicicleta.

Nestor Freire, engenheiro e cicloviajante

Engenheiro mecânico formado pela FAAP, ciclista e palestrante, o paulistano Nestor Freire nasce em janeiro de 1967. Desde a infância, a bicicleta sempre esteve presente em sua vida. Continua...

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