TRANSAMAZÔNICA, SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA, PA - DO OIAPOQUE AO CHUÍ DE BIKE

Atualizado: Jul 27


Quis acordar com calma e tomar o café, afinal eram apenas 52 km até meu próximo ponto, São Domingos do Araguaia.

O desafio do dia era enfrentar pela primeira vez a polêmica e famosa rodovia Transamazonica, BR 230, cujos pontos extremos são os estados da Paraíba e Amazonas. Confesso que essa rodovia chamou mais a minha atenção depois de ler o livro da neo-zelandesa Louise Sutherland, a primeira ciclista a atravessar a rodovia no final da década de 1.970. O livro de Louise, “Amazônia, a viagem quase impossível”, foi o estopim para eu decidir a travessia do país do Norte ao Sul. Hoje, ao sair do hotel, lembrava o tempo todo de Louise, das dificuldades que passou e o porquê a Transamazonica era algo tão importante para ela.


Foram 5 km até o entroncamento com a rodovia, que em Marabá, se junta às BR 153 (Transbrasiliana) e a BR 155. Apesar do trecho em Marabá ser perfeito em relação ao extremo oeste da rodovia, muitos buracos e um acostamento de pelo menos 70 cm, obrigavam-me a pedalar muitas vezes no mato. O fluxo de caminhões e carretas era enorme e o golpe de vento delas muitas vezes me jogavam para fora do único espaço de asfalto disponível. Tudo melhorou um pouco depois de 15 km, o fluxo amenizou e o acostamento ficou meus aparente. Mesmo assim, o dia estava muito quente, mas chegar à pequena cidade de São Domingos era uma questão de tempo.


Alcancei São Domingos quando o odômetro bateu 52 km. À pequena cidade, cortada pela BR 153 que me levará ao centro do país, é pacata, com poucos hotéis. Entrei no primeiro que vi e incrivelmente nem banho tomei, apenas deitei e dormi.


Acordei a tarde para almoçar em um bar em frente ao hotel. Reparo que o ritmo das pessoas por aqui é lento, certamente influenciados pelo calor extremo dessa região.

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