EP. #32 - Lucca / Magazzino / San Gigminiano / Altopascio / Chimenti / Luigione / Ponte Cappiano /


►Saí de Lucca bem cedinho depois de um café da manhã médio que é servido pelo Albergue, bem antes isso do que nada. Sinto muita fome durante o pedal e comprei uns Ensures prontos para poder levar. O albergue que fiquei foi no passado um antigo convento, então imagine o tamanho do mesmo. Dormi pessimamente os dois dias que fiquei por lá. Dividia meu quarto mais nove. Era um dormitório masculino, infelizmente existe essa separação aqui. O banho ficava a alguns metros no corredor. Mas teve coisas boas também, conheci o Cris, um artista plástico belga que estava indo para Geneve mostrar seu trabalho para uma galeria e a Renate, a recepcionista italiana do albergue que sempre foi muito atenciosa comigo. Logo, não saí do albergue sem antes tirar uma foto com os dois.



►Pé na estrada, hoje bem certo de onde queria dormir e chegar, San Gimignano. Comecei por estradas, peguei muitas delas, a direita, a esquerda e sobe, desce, mas até o quilômetro 40 não teve muita novidade quando vi um trailer na estrada parado ejá perto do horário do almoço, resolvi parar para comer algo. Rolou um sandubão de pernil, uma coca e um Gatorade. Suficiente para aguentar o que vinha pela frente, montanha. Seriam 792 m de desnível sendo que os 10 km finais seria justamente a montanha para chegar a San Gigminiano.

Já na serra que me levaria a San Gigminiano, as paisagens eram lindas, videiras espalhadas por todos os cantos e vários Agriturismos (hotéis e lugares de degustação de vinho) espelhados pela estrada.


►O calor era muito forte, mas consegui mesmo com tomando água quente no final chegar finalmente em San Gigminiano. Quando cheguei, um espanto, cidade lotada, gente saindo pelos cantos. Parei numa Informação Turística para saber sobre albergues - fechada. Abriria às 15 hs mas como estamos na Itália, abriu às 15:30 hs. Achei um lugar perto da catedral, péssimo, sem café da manhã, sem internet. Fiquei isolado num quarto muito pequeno. Esperei o calor baixar para sair mais no fim do dia. Dei uma volta pela cidade todo, passei pelos pontos altos e a visão é espetacular. Entretanto esse excesso de gente me entendia, fila para sorvete, fila para farmácia, que merda isso! San Gigminiano é muito linda e foi desenvolvida desde o século 10 com vista para o Vale de Elsa, você realmente se sente dentro de um castelo medieval.


► O Duomo, igreja românica do século 12, é conhecida também por abrigar um belo acervo de obras de arte, que passa pelas esculturas de madeira. Entretanto, não me animei a ir, paga, aqui se você tossir também paga e eu acho um absurdo pagar para entrar numa catedral. Na foto abaixo as ruas que leva ao Duomo e a praça do Duomo mais abaixo.




►San Gimignano por cima (foto acima e abaixo) vista pelos muros que contornam toda a cidade. Uma imagem linda e impressionante de todos os campos de videira espalhados pela Toscana.


►Enfim, terminei meu dia bem cansado por conta desse calor, mas uma última foto ao sol em frente a Igreja de Santo Agostinho, o protetor de pessoas com doenças nos olhos e nos ouvidos. Pedi porteção, quem sabe eu não tenho mais sinusite agora?


►Acabei dormindo cedo para levantar no dia seguinte mais disposto, mas sem café da manhã. Dá-lhe Ensure de café da manhã! Como é ruim não comer direito!

#viafrancigena #itália

Nestor Freire, engenheiro e cicloviajante

Engenheiro mecânico formado pela FAAP, ciclista e palestrante, o paulistano Nestor Freire nasce em janeiro de 1967. Desde a infância, a bicicleta sempre esteve presente em sua vida. Continua...

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